terça-feira, 22 de abril de 2008

Empate em casa adia classificação


Disputa pela bola na intermediária do Real/CTM
Jogada pela lateral-esquerda do Real

Na jogada Jossiel (9) e Marcelinho (11)
Atacante Jossiel Loquinho no arremesso lateral


EMPATE EM CASA ADIA CLASSIFICAÇÃO

Real Promorar não jogou bem e empatou em casa contra a boa equipe do Oeste/Verona de Chapecó na Baixada

Com o desfalque do artilheiro Chiquinho, somado a preocupação de ter 3 jogadores pendurados com 2 cartões amarelos o técnico Valdir mexeu novamente no esquema tático da equipe do Real Promorar no jogo do último domingo.
Voltando ao esquema 4-4-2 a equipe não teve a força necessária para vencer o adversário, o Oeste Clube Verona de Chapecó. Adversário que, aliás, conta com jogadores importantes como os ex-profissionais Zanata, Índio e Rodrigo Carlesso.
O jogo começou com o Real indo pra cima. Logo aos 5 minutos, Leandrinho, na primeira jogada pela direita passou com muita velocidade pelo lateral Fogueira e cruzou no primeiro poste para Marcelinho chegar empurrando para as redes: Real 1 a 0.
O Oeste acordou para a partida e passou a pressionar. A posse de bola era maior da equipe chapecoense, mas não se traduzia em gol. Aos 45 minutos após uma bola alçada para a área, a zaga falhou, reclamando impedimento e o atacante Índio, sozinho, só deslocou do goleiro Márcio. Tudo igual, 1 a 1.
O segundo tempo seguiu com o Real sendo pressionado pelo Oeste, mas graças ao goleiro Márcio o placar se mantia num empate. O atacante Jossi Loquinho perdeu a melhor oportunidade, numa bola na entrada da área chutando para fora.
Ao fim do jogo um princípio de confusão e muita reclamação com a arbitragem por parte dos atletas do Real Promorar. Reclamações a parte, o placar ficou tudo igual no 1 a 1 na Baixada. O empate obrigou a equipe cedrense a vencer seu último compromisso no próximo domingo na cidade de Campos Novos, contra o já eliminado Cooper Campos.


REAL PROMORAR/CTM MINOSSO
1 – Márcio
2 – Luizinho Valgoy (A)/13 - Lucianinho
3 – Robertinho
4 – Névio (A)
5 – Pão
6 – Marquinhos
7 – Leandrinho
8 – Mauricio (A)/ 16 – Gean Cristófoli
9 – Jossiel Loquinho/ 15 - ET
10 – Eider (A)/ 17 – Julio Wagner
11 – Marcelinho/ 18 - Carioca

Técnico: Valdir da Silva

OESTE CLUBE/VERONA
1 – Alberto
2 – Caibí
3 – Buiú
4 – Zanatta
5 – Cleidir
6 – Fogueira
7 – Gelsinho/18 - Bugica
8 – Edson Negão (A)
9 – Índio
10 – Rodrigo Carlesso (A)
11 – Souza/ 16 – Café

Técnico: Nelsinho

Árbitro: Carlinhos Centofante
Auxiliar 1: Ademir Tedesco
Auxiliar 2: Clóvis Guimarães (trio de Concórdia)
4º Árbitro: Nelson Pereira Matias
Delegado: Jocimar Besutti
Texto: Lucas Maraschim Matias

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Quando o jornalista é notícia

Mais uma do observatório.
Esta escrita hoje, por Alberto Dinnes.
QUANDO O JORNALSTA É NOTÍCIA

A prisão do jornalista Roberto Cabrini, da TV Record, por tráfico de drogas, deve ser discutida com seriedade, distanciamento e responsabilidade. Em primeiro lugar, convém levar em consideração que a acusação de tráfico de drogas decorreu da negativa do jornalista em admitir que é usuário. Já que não é usuário, tem que ser obrigatoriamente traficante?
Se um policial à paisana é pego em flagrante com papelotes de cocaína não pode alegar que estaria tentando infiltrar-se no sistema de distribuição da droga? A informação prestada pela Rede Record de que seu funcionário trabalhava numa reportagem não é suficiente para garantir ao profissional o benefício da dúvida? E a informação da ex-namorada do jornalista garantindo que ele consumia drogas não invalida a tese de narcotráfico?
É evidente que a mídia não pode escamotear a informação de que o jornalista foi preso e as circunstâncias em que o fato ocorreu, mas é preciso escapar tanto do viés solidário como das disputas comerciais que envolvem as principais redes de TV.
O bem e o mal
A imprensa brasileira está passando por um dos seus momentos mais difíceis. Por um lado temos certas esferas governamentais incomodadas com a pressão da mídia no caso dos cartões corporativos, além disso certas parcelas da opinião pública estão indignadas com a cobertura do assassinato de Isabella Nardoni, que consideram preconceituosa e sensacionalista. Basta ver os resultados da urna eletrônica do site do Observatório da Imprensa com a cifra recorde de quase 16 mil votantes em pouco mais de 24 horas.
E, como se não bastasse, temos conhecidos jornalistas engalfinhados nos respectivos blogs e através da justiça em questões pessoais e morais que acabam inevitavelmente respingando na instituição.
Jornalistas não podem colocar-se acima do bem e do mal. Mas jornalistas não têm o direito de ignorar que podem estar sendo usados para desacreditar o jornalismo.

Caso Isabella, interesse público ou do público?

Texto de Lilia Diniz, escrito ontem no www.observatoriodaimprensa.com.br

Muito bom o texto, falando sobre o caso da menina Isabella. Compartilho em grande parte das idéias escritas abaixo.

A cobertura da imprensa sobre a morte da menina Isabella Nardoni, ocorrida em São Paulo, em 29 de março, foi o tema do Observatório da Imprensa exibido na terça-feira (15/4) pela TV Brasil e pela TV Cultura. Mais de 15 dias após o assassinato o caso ainda não foi solucionado, mas os meios de comunicação esmiuçaram a vida dos principais investigados – o pai da menina, Alexandre Nardoni e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. O convidado do estúdio do Rio de Janeiro foi o jornalista Guilherme Fiúza. Em São Paulo, participaram o jornalista Marcelo Rezende e o advogado criminalista Carlos Kauffmann.

** Guilherme Fiúza, jornalista, assina um blog no site da revista Época, é autor do livro Meu nome não é Johnny, trabalhou no Jornal do Brasil, O Globo e no site NoMínimo.

** Carlos Kauffmann é advogado criminalista, mestre e doutorando em Direito Processual Penal, professor de Direito Processual Penal e autor do livro Prisão temporária.

** Marcelo Rezende, jornalista, é âncora do RedeTV! News, trabalhou em vários veículos do Sistema Globo de Comunicação e da Editora Abril. Na TV Globo, comandou o programa policial Linha Direta.

Na abertura do programa, Alberto Dines comentou os assuntos que estiveram em destaque na semana. No cenário brasileiro, confissão do jogador Adriano de ter marcado um gol com a mão depois de a mídia registrar a irregularidade; na Argentina, a criação de um Observatório de los Medios de Comunicación pela presidente Cristina Kirchner; e, também sobre o país vizinho, a tentativa de punir os criadores do desenho animado Os Simpsons por críticas ao peronismo (ver abaixo os tópicos de "A mídia na semana").
No editoral apresentado antes do debate ao vivo, Dines comparou a cobertura do caso de Isabella Nardoni a uma telenovela policial. A intensa cobertura dos meios de comunicação estaria transformando o país em um "fórum de Sherlocks Holmes". O jornalista avalia que e mídia está esquecendo de uma de suas funções, que é provocar a reflexão: "Ninguém quer pensar, prefere-se acusar, julgar e encerrar o assunto. Mas o interesse da sociedade é fazer justiça. Fazer justiça é uma das maneiras de encerrar este ciclo de crueldade pelo qual pouca gente está realmente se importando" (ver íntegra abaixo).

Os holofotes da mídia
O jornalista Alexandre Garcia, da TV Globo, acredita que a cobertura da imprensa sobre o caso Isabella pode determinar o resultado das investigações. "A própria quantidade de câmeras, microfones, de repórteres, de luzes de certa forma provoca uma excitação que influencia o promotor, os peritos, os policiais, a delegada, as testemunhas e isso pode alterar um pouco os fatos", disse, em entrevista gravada. Garcia recordou uma regra da rede de TV americana CBS, que aprendeu no início da carreira, que dizia que se o jornalista perceber que a sua presença está alterando os fatos, deve retirar-se.

A cobertura do caso da Escola Base foi relembrada no programa. Em 1994, o casal de proprietários da instituição de ensino, além de um professor e um casal de pais, foram acusados de abuso sexual de crianças. A mídia cobriu exaustivamente o assunto, parte dela prejulgando os investigados, mas o processo foi arquivado por falta de provas. Para o gerente de Jornalismo da TV Brasil em São Paulo, Florestan Fernandes Jr., a imprensa tentou ser mais cuidadosa no caso Isabella Nardoni, mas houve deslizes. Para o jornalista, em um caso que causa comoção há interesse em vender mais jornais e aumentar a audiências das TVs, não só no Brasil como no restante do mundo.

Alexandre Garcia disse ter ficado com um "pé atrás" depois do "fiasco" da cobertura da Escola Base, quando se culpou o casal de proprietários. A presença ostensiva da imprensa acabaria por provocar a tentação dos 15 minutos de fama em pessoas que dão declarações na cobertura. Para o antropólogo Roberto Albergaria, a mídia trata o caso como se estivesse elaborando uma novela ao misturar ficção e realidade. Albergaria também comparou a cobertura ao reality show Big Brother, onde os participantes são vigiados 24 horas por dia. O antropólogo destacou a vontade do espectador médio de ter uma "família feliz", mas sem observar os defeitos que ocorrem dentro delas – e observou que o caso chamaria mais a atenção dos meios de comunicação e da sociedade porque envolve uma criança branca.

Jornalismo como entretenimento
No debate ao vivo, o jornalista Guilherme Fiúza – que viveu uma situação semelhante quando seu filho pequeno morreu ao cair do colo da mãe, na varanda do apartamento onde moravam – analisou o comportamento da imprensa. Disse que é difícil avaliar a atuação da imprensa em bloco, existem atitudes diferenciadas dentro da instituição. O jornalista disse que é preciso escapar da tentação de santificar o ideal de imprensa. A mídia não seria apenas objetividade e informação, seria preciso aceitar que ela sempre terá um pouco de espetáculo e entretenimento. Fiúza afirmou que a opinião pública às vezes deseja levar a imprensa a uma abordagem que se desloca do foco da tragédia, transformando o assunto em um reality show. Para o jornalista, existe quem queira consumir o espetáculo e induza a mídia a este tipo de comportamento.
As autoridades prejulgam os acusados, na opinião de Marcelo Rezende, ao darem declarações irresponsáveis à imprensa. O jornalista rememorou a cronologia da cobertura do fato e criticou as autoridades que divulgaram percentuais de quanto o caso estaria resolvido. Rezende reprovou a atitude da delegada Maria José Figueiredo, que chamou o pai de Isabella de "assassino" no dia seguinte à morte da menina, quando Alexandre Nardoni registrou o boletim de ocorrência. Para ele, se a delegada tinha provas suficientes para acusá-lo, deveria tê-lo prendido em flagrante. Outro ponto levantado por Rezende foi o fato de que enquanto o inquérito estava sob sigilo, a todo instante autoridades passavam informações à imprensa.

O sigilo serviria, conforme explicou Carlos Kauffmann, para resguardar a própria investigação policial. Se a discussão pública acerca dos fatos pode prejudicar a investigação, então deveria ser assegurado o sigilo. O advogado criminalista avalia que o princípio não foi respeitado de fato, e foi assegurado apenas no âmbito formal. Para ele, aspectos da investigação foram trazidos a público aos poucos, e de forma paralela, por pessoas que nem sempre estavam diretamente envolvidas com as investigações. Laudos não entregues às autoridades foram vazados para a imprensa, deformando a opinião pública. Kauffmann advertiu que as pessoas que passaram informações precipitadas à imprensa tentarão provar que estavam corretas. Para o advogado, em tese, uma investigação que tenta provar que determinado suspeito é culpado está condenada ao insucesso.
Guilherme Fiúza contou que menos de duas horas após a morte do filho ele e a mãe da criança estavam presos no próprio apartamento, levados à condição de suspeitos, com dois policiais armados fechando a saída. Depois de um logo tempo, o acidente foi esclarecido. O embasamento dos "homens da lei" era o depoimento fantasioso de vizinhos que diziam ter escutado discussões entre o casal na noite anterior à manhã do acidente. Traçando um paralelo entre a sua experiência pessoal e a morte de Isabella Nardoni, o jornalista se disse impressionado com o primeiro momento, quando a opinião pública não sabe nada sobre aquela família e acha que pode julgar. Para Fiúza, "um vizinho diligente e um delegado falastrão são uma combinação explosiva". Marcelo Rezende disse testemunhas são "prostitutas das provas, não valem nada".

O papel da imprensa nas investigações
A primeira vez em que a mãe de Isabella foi depor chamou a atenção de Fiúza. A jovem quase foi derrubada pelo cerco de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que estavam de plantão em frente à delegacia. "Se você quase derruba no chão uma mãe que acaba de perder uma filha, você tem que voltar para casa se sentindo uma ameba", criticou o jornalista.

Marcelo Rezende questionou se, em um caso como o de Isabella, um repórter que recebe uma informação de uma autoridade constituída deve se omitir ou publicar. Dines disse que a decisão pertence à cadeia de comando do jornal, que ao repórter cabe trazer a notícia. Carlos Kauffmann considerou que a sociedade precisa estar bem informada e que isso não significa que a imprensa deva repassar as informações como se fossem verdades absolutas. E a imprensa deveria questionar porque a população não tem conhecimento jurídico. Kauffmann ressaltou que a imprensa tem um papel nobre e que precisa estar atenta ao interesse público, e não ao interesse do público.

***
A tragédia virou novela
Alberto Dines # editorial do Observatório da Imprensa na TV nº 457, no ar em 15/4/2008

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

A tragédia da menina Isabella Nardoni converteu-se numa telenovela policial. Com a ajuda dos poderosos holofotes da mídia estamos transformando o país num imenso fórum de Sherlocks Holmes.
A violência contra uma criança de cinco anos vem sendo gradualmente esquecida, Isabella já não horroriza nem comove. Aparentemente esganada e em seguida jogada do sexto andar, Isabella tornou-se secundária. A vítima está importando menos do que o seu ou seus assassinos.
Ao contrário do que ocorreu há pouco mais de um ano, quando o menino João Hélio foi despedaçado pelas ruas do Rio, Isabella passou a ser mero pretexto para despertar o espírito detetivesco, tanto dos mediadores como dos mediados.
Uma das funções da mídia, entre outras, é fazer pensar. Mas, neste caso, ninguém quer pensar – prefere-se acusar, julgar e encerrar o assunto. Mas o interesse da sociedade é fazer justiça. Fazer justiça é uma das maneiras de encerrar este ciclo de crueldade pelo qual pouca gente está realmente se importando.

Um dia para o estilo jornalístico

(Foto: Prof. Leoní Serpa, Prof. Ricardo Pavan, Lucas Matias e Dr. Laudelino Sardá)


Publico hoje um texto (artigo) produzido pela professora, mestra em comunicação e coordenadora do Curso de Comunicação Social - Jornalismo da Unoesc SMO Leoní Serpa. O texto foi veiculado no Jornal Gazeta Catarinense, da colega Marcionize. Achei um grande trabalho e pedi para a professora se poderia colocá-lo aqui. Então, aqui está.

Boa leitura..


Um dia para o estilo jornalístico

Neste 7 de abril, comemora-se o Dia Nacional do Jornalista. A data evoca o trabalho do brasileiro Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, nascido na Colônia do Sacramento, território luso-brasileiro, hoje, Uruguai, em 1774, o qual deixou como legado fundamentos essenciais e uma influência positiva para o jornalismo e para a comunicação social brasileira. Nesta data, também se comemora o trabalho pioneiro de Hipólito da Costa frente ao Correio Braziliense, considerado o primeiro jornal brasileiro. Dia que marca ainda a fundação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, por Gustavo de Lacerda, com o nome de Associação de Imprensa. É, portanto, o Dia Nacional do Jornalista. Dos profissionais que aprenderam com o Período Paleolítico, e hoje com os meios cada vez mais sofisticados cumprem o seu papel de captar, registrar e divulgar as informações, na difusão da comunicação.
A história registra o nascimento do jornalismo no século XVII, mas podemos dizer que quando o homem, pela primeira vez, gravou uma figura desenhada na pedra, na parede da caverna (Período Paleolítico), representando uma cena do cotidiano daquele mundo em que se vivia apenas da caça e da coleta de alimentos, esboçou também, naquele instante, o que viria a ser a profissão de jornalista.
Com regras muito bem definidas, padrão de ética exigente e com um único compromisso, o de atender o cidadão, a coletividade e a cidadania, o jornalismo tem, como em todas as profissões, um estilo especial, com características muito bem claras: é direto, conciso, de fácil entendimento e acessível.
Como define o clássico da teoria do texto jornalístico, Luiz Amaral, “quando um jornalista escreve ou fala usa o mínimo de palavras e o máximo de explicação, correção, compreensão e exatidão”. Depois de todas essas definições, o leitor deve estar se perguntando: “Mas isso nem sempre acontece?”. Tem toda a razão. Nem todos conseguem, em todos os dias e em todas as horas, ser bons jornalistas; quando deixam de ser, falham. Há um esforço, no entanto, para buscar e encontrar a verdade, a objetividade e a imparcialidade. Há um esforço para atender a altos padrões de exigência técnica e de ética. Digo, esforço em buscar, porque nem sempre se tem e se está disposto a encontrar.
O mito da imparcialidade que se apregoou com a industrialização da notícia é, de fato, algo a ser buscado, encontrado e vivenciado. Ao contrário, corre-se o risco de ir de encontro aos interesses sociais, de não enaltecer o cidadão e as suas ânsias de melhores dias. Sendo assim, não há jornalismo, há, sim, privilégios ou depreciação, sensacionalismo, aquilo que telespectadores, ouvintes, leitores e apreciadores da informação, da notícia e dos acontecimentos reclamam constantemente. São reclamações sábias, de entendimentos que clamam por ética e verdade informativa. A responsabilidade por aquilo que informamos todos os dias é maior que a que temos por nós mesmos. Por isso, jornalismo é dedicação. Se a sociedade não está sendo sensata, mas cobra sensatez, o jornalismo tem de sê-lo. Se a política é falsa e defende interesses escusos, precisamos ir pela contramão do que está posto e investigar, se arriscar e trazer à tona a verdade.
Vivemos não apenas a chamada era do conhecimento (diria da quantidade de informações disponíveis), mas a do exibicionismo explicito, quando programas como “Big Brother” conseguem altas audiências. Em momento algum, na história, o ser humano almejou tanto se ver e querer ser visto. São os tempos do Orkut e das autopublicidades que muitas vezes entram em choque com o verdadeiro jornalismo informativo, que prioriza o fato e não o personagem que o originou.
O mundo evoluiu tecnologicamente de forma assombrosa. O jornalismo dos tempos do alemão Johannes Gutenberg, o mestre gráfico, que criou a impressão com caracteres móveis, não sucumbiu.
O jornal impresso chega aos 400 anos e amplia o jornalismo, dando espaços para novas formas de divulgação e difusão da notícia. Neste ano, comemoramos os 200 anos da Imprensa no Brasil – país onde o rádio se consolidou nos anos de 1930 a 1940 e a televisão a partir dos anos de 1950, pelo arrojado empresário das comunicações Assis Chateaubriand. Hoje, a Internet, com as centenas de blogs noticiosos, trazem mais opções informativas e a comunicação se dilata exigindo um jornalismo mais versátil. São mudanças que não ampliam apenas o mercado de trabalho, mas também exigem mais especialização e aprimoramento técnico e ético.
A data de hoje é oportuna para enaltecer aqueles que arduamente trabalham apurando, reunindo, selecionando e difundindo idéias, fatos e informações com clareza, rapidez e exatidão. É também o dia de todos aqueles que buscam informações atualizadas e de interesse público; que se informam pelos jornais, pelas rádios, pelas revistas, pela televisão e pela Internet.
Sem leitores, ouvintes, telespectadores e internautas não há jornalismo. Também não há sem os aguerridos e heróis profissionais que fazem a comunicação acontecer.


Leoní Serpa – jornalista e mestre em História. Coordenadora do Curso de Jornalismo da Unoesc - São Miguel do Oeste – SC. E-mail: coordjor@unoescsmo.edu.br.


Boa quinta-feira


Lucas Maraschim Matias

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Cabrini é preso com Cocaína



Notícia amplamente divulgada hoje na mídia. Lamentável, uma pessoa que para muitos é um ícone do jornalismo investigativo e de um trabalho competente. Roberto Cabrini envolvido com drogas? Pode estar ele indo para o mesmo caminho do ex-jogador e ex-comentarista Casagrande de Globo?

Espero que não.


CABRINI É PRESO EM SÃO PAULO COM COCAÍNA

O jornalista ROBERTO CABRINI, repórter da Rede Record, foi detido na noite desta terça-feira na Zona Sul de São Paulo, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública..
O delegado seccional de Santo Amaro, DEJAIR RODRIGUES, disse que o jornalista foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e transferido...
O gerente nacional de comunicação da Rede Record, RICARDO FROTA, afirmou por volta das 22 horas e 40 minutos que CABRINI foi detido pela Polícia Civil para averiguações enquanto fazia uma reportagem investigativa...
De acordo com FROTA, CABRINI estava sozinho, sem carro de reportagem ou equipe de cinegrafistas, em um local na Zona Sul. FROTA disse que CABRINI usava o próprio carro no momento e que foram encontrados 10 papelotes de cocaína com uma pessoa que estava com o jornalista...*



Lucas Maraschim Matias

terça-feira, 15 de abril de 2008

Televisão, poder e linguagem andando juntos

Olá!
Hoje estou postando aqui um trabalho feito na disciplina de Telejornalismo I do dia 08 de março do ano de 2007. Primeiro semestre do ano passado, primeira cadeira do curso de tele. Quero agradecer ao meu amigo Thiago Dallavéchia pelo comentário no caso Isabela. Com vocês um artigo falando sobre a televisão.
UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA
UNOESC – CAMPUS DE SÃO MIGUEL DO OESTE
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO
DISCIPLINA – TELEJORNALISMO I
PROFESSOR - EMANNOEL LOURENÇO 08/03/2007
ACADÊMICO – LUCAS MARASCHIM MATIAS

Televisão, poder e linguagem andando juntos

A Televisão é o meio de comunicação que mais cativa a atenção do público em geral. Imagens associadas com uma linguagem, em todos os gêneros de reportagens ou programas variados, trazem ao telespectador a noção real dos fatos em evidência.
A instantaneidade ou a velocidade com que as informações são repassadas faz com que o jornalista tenha que montar sua reportagem em um curto espaço de tempo. A rotina corrida é companheira diária dos jornalistas.
Tratando especificamente sobre jornalistas que atuam em televisão ou mídia on-line, a imagem deve estar associada à linguagem jornalística. Matérias de cunho social ou corriqueiras se bem trabalhadas rendem ótimas pautas.
Gostaria de utilizar aqui um exemplo do que é um bom repórter. Régis Roesing, um gaúcho que trabalha na TV Globo do Rio de Janeiro e faz reportagens esportivas. Na minha concepção, este profissional sabe muito bem utilizar e aliar imagem com a linguagem jornalística.
Ele usa e abusa em suas reportagens de uma técnica descrita por Roland Barthes (1915-1980) onde para se noticiar com emoção utiliza-se em diferentes aspectos a figura de uma criança, uma mulher e um idoso.
Na concepção de Barthes e, seguida de Roesing, esta forma de mostrar os fatos por três ou mais visões traz uma forma emotiva e real, apelando para o lado sensacionalista dos acontecimentos.
A imagem pode e deve ser aproveitada pela sua força, capacidade de convencimento e poder de expressão. A televisão, e agora a mídia on-line, são os únicos veículos que em que o telespectador pode estar nos lugares através das imagens, sem nem mesmo precisar sair do conforto da sala de casa.
A credibilidade das imagens, aliada também à do veículo e do repórter causam uma veracidade nos fatos narrados nas reportagens. Basta ao repórter saber trabalhar a linguagem jornalística e associa-la à imagem.
Lucas Maraschim Matias

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Nem mesmo a chuva segura o Real

(Auxiliar número 1 - antes do final do jogo)

(vista do gramado - meados do segundo tempo ontem)

(Início do segundo tempo no Estádio da Baixada)

(Primeiro tempo com totais condições de jogo)

(O sempre perigoso Leandrinho - marcação forte ontem)


Nem mesmo a chuva segura o Real

Time enfrentou, além do Olympicus, uma forte chuva durante toda a segunda etapa e venceu a terceira partida consecutiva no Estadual de Amadores

Novamente uma tarde de domingo com futebol em São José do Cedro. Mas para quem foi no estádio da baixada foi uma tarde diferente. O segundo tempo, todo debaixo de muita chuva, acabou prejudicando o futebol. Mas esse prejuízo foi para ambos os lados.
A equipe do Real/CTM veio novamente precisando de uma vitória. Com pelo menos 3 desfalques o técnico Valdir promoveu as estréias do goleiro Gean, do lateral esquerdo Lucianinho, além do centroavante Carioca. O jogo começou com o Real dominando, mas tomando sufoco na bola aérea.
Logo aos 7 minutos do primeiro tempo, Chiquinho, o goleador do Real na competição fez um golaço. Numa bola rebotada de defesa, ele pegou de fora da área em cheio, de perna canhota na gaveta do arqueiro de Xanxerê. O Real continuou em cima, perdendo algumas chances.
Aos 25 minutos, após boa triangulação entre Eider, Zé Roberto e Carioca, o centroavante ficou na frente do goleiro e teve muita calma e categoria para colocar a bola rasteira, no cantinho esquerdo. Carioca, Real 2 a 0. A partir daí a equipe do técnico Valdir da Silva se acomodou e passou a levar sufoco.
Aos 31 minutos, após uma cobrança de escanteio a bola sobrou para o atacante de Xanxerê Juninho, descontar e colocar fogo no jogo. Mas um adversário a mais surgiu para as equipes: a chuva.
A partir dos 35 minutos do primeiro tempo ela caiu intensamente na baixada em São José do Cedro prejudicando os ataques de ambos os times. Os jogo seguia com os dois times tocando a bola. Na segunda etapa a chuva aumentou ainda mais (vejam fotos) e o arbitro chegou a chamar os capitães para analisar a chance de parar a partida. Mas o jogo seguiu sem mais emoções e o placar ficou mesmo em 2 a 1 para o Real/CTM.

REAL PROMORAR/CTM MINOSSO
1- Gean
2 – Luizinho Valgoy
3 – Robertinho
4 – Névio (A)
5 – Pão
6 – Lucianinho
7 – Leandrinho
8 – Eider
9 – Carioca/17 - Marcelinho
10 – Zé Roberto/13 – Gean Cristófoli
11 – Chiquinho/18 – Jossiel Loquinho

Técnico: Valdir da Silva

OLYMPICUS/XANXERÊ
1 – Mamá
2 – Sole (A)/14 - Leno
3 – Cleumir
4 – Nilmar
5 – Seco
6 – Fernando
7 – Rúbio (A)
8 – Zeca
9 – Juninho
10 – Ivandro
11 – Nando

Técnico: Francisco Riphe

Árbitro – Odair José Batistelo
Auxiliar 1 – Silvério Luis Eichwald
Auxiliar 2 – Lício Pedro Schabarum
4º árbitro – Orlei Lamb (Todos de Maravilha)


Texto: Lucas Maraschim Matias