segunda-feira, 7 de abril de 2008

Futebol é coisa séria

(Foto: Correio do Povo)


Nesta segunda-feira utilizo a coluna desta pessoa fantástica que considero pelo seu trabalho.

Falo de Juremir Machado da Silva, colunista do Correio do Povo. Ele, que também atua na Famecos/PUC mostra que conhece das coisas. Com vocês ele analisa a derrota do Grêmio pelo Juventude ontem, em pleno Olímpico. Palavras de um colorado. Sugestão do meu colega Samaroni Muller.


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"Fui obrigado a trocar o meu texto desta segunda-feira. Tirei um assunto de saúde pública para falar de esporte. Futebol é coisa séria. Talvez o que haja de mais sério num país pouco sério como o Brasil. Eu não poderia deixar de tratar desse tema num dia tão cheio de significados. Não fujo às minhas altas responsabilidades. A história me cobraria se não me manifestasse. Aqui vai. O Juventude eliminou o Grêmio do Campeonato Gaúcho, no estádio Olímpico, por 3 a 2. No 'Terceiro Tempo', da Rádio Guaíba, na última quinta-feira, eu havia previsto 4 a 0 para o time de Caxias, embora torcesse, por força das circunstâncias, pelos tricolores. Nada mais insuportável que torcer pelo Grêmio. É simples de entender. O Juventude só ganhou do Grêmio por ser touca do Inter. Fez isso apenas para tentar nos humilhar numa final de Gauchão. Deu a lógica. Cada vez que um colorado torce sinceramente pelo Grêmio, a frustração é certa.Grêmio e Juventude não são confiáveis. O resultado de ontem é uma espécie de conspiração contra o Inter. Juventude e Grêmio fizeram o pior pelos colorados. Mas o Juventude, no seu gremismo insuperável, fez de tudo para entregar o jogo no final. Com dois homens a mais e o resultado favorável, a equipe de Caxias tinha a obrigação de meter seis. Não quis. Recusou-se. Empacou. Sentiu-se constrangida. Quase pediu desculpas. O matador Mendes teve a bola do quarto gol e decidiu não marcar. Assinou ali o seu contrato com o Grêmio. O empate só não aconteceu por causa da arbitragem. Se o juiz tivesse dado mais dois minutos de acréscimos, o que seria justo, o Grêmio estaria classificado. O esforço do Juventude para deixar escapar a vitória é digno de entrar numa antologia. Sei que é inconsciente. Estou convencido de que o futebol profissional não comporta esse tipo de romantismo. Mas está no DNA do Juventude entregar para o Grêmio. Que fazer? Cabe ao cronista descrever os fatos.Se o jogo tivesse sido contra o Inter, nas condições em que terminou, o Juventude teria feito 8 a 1. Não por debilidade dos colorados. Simplesmente por desejo de superação. Ao eliminar o Grêmio, quando ninguém esperava tal atitude, o Juventude mostrou todo o seu gremismo. A vida é assim, paradoxal e enigmática. Não estivesse o treinador Zetti há apenas duas semanas no Rio Grande do Sul; portanto, ainda não contaminado pela maldição tricolor do Juventude, e tudo poderia ter sido diferente. Se há um culpado, desculpem pela delação, é Zetti. Eu acompanhei e descrevi a transformação do Juventude em campo. À medida que ampliava o escore e via o adversário perder jogadores, o Juventude encolhia, intimidava-se, recuava para o seu campo. Terminou encurralado, sufocado, asfixiado, salvo pelo gongo.O Rio Grande do Sul acompanhou ontem a Batalha do Olímpico. Viu-se um Juventude superior aflito pela sua impossibilidade de perder. Espero que os cineastas gaúchos não percam a oportunidade de fazer um documentário sobre esse episódio singular da nossa história. Algo que só pode ser comparado à surpresa ou traição de Porongos, na Revolução Farroupilha. Deu tudo errado. O vencido contou com a colaboração do vencedor, que, surpreso, tentou desvencilhar-se da vitória. Não conseguiu, tal era a sua involuntária superioridade. Nenhum documento poderá explicar no futuro o ocorrido na Azenha. Prova de que a existência é sempre mais complexa. Nunca vi declaração maior de um amor por um clube".
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Juremir Machado da Silva

sexta-feira, 4 de abril de 2008

99 anos de Inter - Parabéns



Hoje o clube do Povo, Sport Club Internacional completa 99 anos.

Meus parabens, como colorado!


Histórico do Clube do Povo


A origem do Sport Club Internacional está associada a três integrantes da família Poppe: Henrique, José e Luis. Eles chegaram a Porto Alegre, em 1908, vindos de São Paulo, foi fácil abrir uma loja de roupas e logo começar a ganhar dinheiro. A capital gaúcha se modernizava e progredia rapidamente. Desde o fim do século XIX, possuía fábricas de máquinas, tecidos, móveis e cerveja; há quatro anos os bondes elétricos tinham substituído os puxados a burro; acabava-se de instalar iluminação elétrica em todas as ruas do centro; e a população havia saltado de 73 000 habitantes em 1900 para 120 000 naquele ano de 1908.
Difícil mesmo para os Poppe foi serem aceitos como sócios em algum clube da cidade. Jovens de 20 e poucos anos, eles queriam praticar esportes, de preferência o futebol. Mas o Grêmio, que já existia há seis anos, se fechou para eles. E também os clubes de remo, de tiro, de tênis. A desculpa era sempre a mesma: gente recém chegada, pouco conhecida... Aí, os irmãos Poppe se irritaram e resolveram fundar seu próprio clube. Começa assim a história do Sport Club Internacional.

A Democracia


Os discursos ouvidos nas reuniões sempre giravam em torno de um princípio muito importante para os Poppe e para aqueles que ali estavam. O Internacional estava sendo criado para brasileiros e estrangeiros, uma clara alusão à política de discriminição dos outros clubes de Porto Alegre. E esta democracia de acesso muito cedo oferecida pelo Internacional é a melhor explicação para o fato de que estudantes e empregados do comércio predominassem como jogadores do time. A cada domingo crescia o núcleo dos que iam apoiá-los contra seus adversários.

As cores do Venezianos, o alvi-rubro do Inter surgiu do Carnaval

Nem todos ficaram de acordo com a cor da futura camisa do Clube. Subdividiram-se em dois grupos como fora o carnaval daquele ano, a decisão veio do carnaval de rua entre Venezianos e Esmeraldinos, um vermelho, outro verde. Justamente as cores pretendidas, ou uma ou outra. O resultado da votação tirou da ata de fundação os que defendiam o verde. Mas o racha não esvaziou a reunião, muito menos o Clube. Ficou vermelho e branco para o resto da vida. E, ao contrário dos times de guris que viram o clube de salinha e campo emprestado, o Internacional cumpriu o esforço de eternidade de seu ato de fundação e já completa 98 anos de existência, uma promessa talvez muito maior que a dos Poppe e dos seus amigos do 2º Distrito.

Como nasceu o símbolo colorado?

O primeiro símbolo do Sport Club Internacional era formado com as iniciais - SCI - bordadas em vermelho sobre o fundo branco, sem a borda também vermelha que apareceu logo em seguida. Já na década de 50 aconteceu a inversão, com a combinação de letras passando a ser branca sobre o fundo vermelho. Hoje, sobre o distintivo, o clube ostenta orgulhosamente as suas seis estrelas: três campeonatos brasileiros, uma Copa do Brasil, a Copa Libertadores da América e o título Mundial Interclubes.

Primeiros dirigentes: entre eles, um presidente de 17 anos


O primeiro presidente do Sport Club Internacional surpreendia pela idade. João Leopoldo Seferim tinha 17 anos quando foi eleito para comandar o Clube. Mas, o presidente de honra tinha que ser mais velho e com prestigio indiscutível na cidade. E assim ocorreu. Foi escolhido para o cargo o diretor da Limpeza Pública e líder político distrital, capitão Graciliano Ortiz, para vice-presidente, Pantaleão Gonçalves de Oliveira. Legendre das Chagas Pereira, 1° secretário; Manoel Lopes da Costa, 2º secretário; Antonio Cícero, 1° tesoureiro; Waldemar Fachel, 2° tesoureiro; Henrique Poppe Leão, orador oficial; e Irineu dos Santos Luis Madeireira Poppe, e Alcides Ortiz, integrantes da comissão de campo completavam a diretoria

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Polícia pede prisão de pai e madrasta de menina que morreu após cair de prédio

(Foto: TV Globo: reprodução)




Agora aqui no Blog posto uma matéria do site da globo.com falando sobre o fato que toma conta de todos os veículos de comunicação nacional (principalmente televisão) nesta semana.


O caso da menina Isabella que morreu "misteriosamente" após cair do sexto andar. Pelo que se percebe há um julgamento pré-determinado de que o pai e a madrasta estejam envolvidos no caso. É a impressão que tem-se após as análises feitas nas entrelinhas de programas como o 'Balanço Geral' da Record com Geraldo Luiz, além dos noticiosos da Record News.


Tive a oportunidade de acompanhar agora no começo da tarde e me surpreendi com a atenção que a toda poderosa Rede Globo de Televisão tem dado ao fato. Confesso que não esperava tanto, haja vista que, em alguns momentos a exploração desta notícia/fato chega a ser sensaionalista.


Vamos a matéria da Globo.com


Polícia pede prisão de pai e madrasta de menina que morreu após cair de prédio


Autoridades investigam se Isabella foi agredida e arremessada ou se ela jogou-se do sexto andar


A Polícia Civil de São Paulo pediu na tarde desta quarta-feira a prisão preventiva de Alexandre Nardoni, 29 anos, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24 anos, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, de cinco anos, que morreu após cair de um prédio no sábado.


A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que não soube informar qual o prazo para o juiz tomar a decisão se aceita ou não a prisão do casal. Na terça-feira, o advogado dos dois, Ricardo Martins, afirmou que seus clientes são inocentes.


A polícia investiga se Isabella foi agredida e arremessada antes de o corpo dela ter sido encontrado no jardim do edifício ou se ela se jogou do sexto andar do prédio no Carandiru, em São Paulo. Na terça, a polícia informou que o apartamento do pai da menina deve passar por uma nova perícia.


Na tarde de hoje, a delegada seccional da Zona Norte de São Paulo, Elizabeth Sato, defendeu cautela na apuração dos fatos, segundo informou o site G1. Ela considerou que a investigação de homicídio pode tornar-se complexa. Também nesta quarta-feira, a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, prestou depoimento no 9º Distrito Policial, no Carandiru, Zona Norte de São Paulo. Ao deixar o prédio, a bancária não quis dar entrevista e afirmou apenas: "Não tenho nada a declarar, já dei meu depoimento, que a justiça seja feita agora".
Lucas Maraschim Matias








Relatório simplifica processo de revogação de concessões


Relatório simplifica processo de revogação de concessões

A completa interdição da propriedade de emissoras de rádio e TV para qualquer detentor de cargos eletivos e o fim da necessidade de uma decisão judicial para a cassação de uma concessão foram considerados os pontos mais polêmicos do relatório apresentado pela deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG), na terça-feira (01/04) na Câmara. O documento define mudanças na legislação sobre outorgas de concessões.
A relatora sugere duas propostas de emenda à Constituição (PEC) com as proposições. Para Walter Pinheiro (PT-BA), presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), onde o relatório foi apresentado, “é preciso materializar as propostas”, e, no caso das PECs, conseguir o número mínimo de assinaturas.
Pinheiro ressaltou outra proposição do relatório: a anistia a radiodifusores comunitários que operavam antes da lei 9612/98, que regulamentou as rádios comunitárias. Ele lembrou que, nos próximos dias, deve ser apresentado pelo deputado Jorge Bittar (PT-RJ) o relatório sobre o PL29/07, que autoriza empresas de telefonia a produzir conteúdo e a explorar TV por assinatura onde não houver o serviço.
Maria do Carmo sugeriu também a fiscalização anual sobre os trâmites dos pedidos de outorga e renovação de concessão, e disse que o principal problema do setor é “a demora e a falta de transparência no trâmite dos processos”. Ela pediu a aprovação de propostas que incentivem a produção regional de conteúdo. “O Brasil são vários brasis”, disse.
O relatório será votado após o dia 09/04, quando termina o pedido de vista.
do site:
Lucas Maraschim Matias

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A imprensa 'verde'

do Comunique-se (www.comunique-se.com.br)

texto de: Luciano Martins Costa


A imprensa "verde"
A imprensa brasileira começa lentamente a descobrir a importância da questão ambiental.Depois do relatório sobre o aquecimento global, divulgado em fevereiro do ano passado sob patrocínio da ONU, jornais e revistas começaram a investir naquilo que chamam de "jornalismo verde".
O problema é que esse tipo de jornalismo ainda separa economia de meio ambiente, e durante muito tempo ainda poderemos diagnosticar certa esquizofrenia: as novas seções especiais, dedicadas à causa ambiental e à responsabilidade social corporativa, parecem se chocar com o noticiário político e econômico de todos os dias.
Hoje, por exemplo, o Estado de S.Paulo publica uma notícia importante sobre o risco real que o aquecimento global traz para os negócios.O jornal reproduz conclusões de um estudo da empresa de consultoria KPMG, que analisou a atuação de empresas de dezoito setores da economia global nos cinco continentes, com base em relatórios das próprias empresas e de onze especialistas em economia e mudanças climáticas.
O estudo indica que trinta por cento dos relatórios consideram as mudanças climáticas como um risco que já afeta o dia-a-dia dos negócios.O trabalho é interessante porque, como se sabe, o processo de poluição e devastação produzido pelo modelo econômico de exploração indiscriminada dos bens naturais só vai ser interrompido ou colocado sob controle quando seus efeitos atingirem as finanças das empresas.
A incidência de risco em 30% das atividades econômicas é um índice suficiente para fazer com que as empresas comecem a se preocupar com o problema que é de todos. Esse é o valor positivo da reportagem, publicada na página dedicada a Projetos Sociais, que sai sempre às quartas-feiras no Estadão.Outros jornais também costumam dedicar uma seção, geralmente semanal, a temas ligados à questão da sustentabilidade.
E aí é que mora o problema. Isolado das matérias sobre economia e política, por exemplo, e longe das reportagens sobre consumo, o noticiário sobre problemas ambientais e sociais continua sendo visto como uma concessão filantrópica dos jornais, um espaço dedicado ao "bem" no meio da vida "real".E aí é que os jornais podem parecer esquizofrênicos.
Nas edições de hoje, por exemplo, reportagens como a que o Estadão publica sobre os riscos do aquecimento global para os negócios, convivem com notícias como a que se refere ao conflito entre populações indígenas e produtores de arroz na reserva indígena Raposa Serra do sol, em Roraima.
Todos os jornais, claramente, tendem a condenar a decisão do governo de fazer valer a demarcação da reserva.O argumento é o de sempre: a preservação versus o progresso.Trata-se de um falso dilema, mas os jornais ignoram as alternativas de desenvolvimento sustentável que superam essa questão primária.O problema do jornalismo "verde" da grande imprensa é que ele demora a amadurecer.
Lições da escola Base
A imprensa paulista está muito cautelosa no caso da menina de cinco anos que morreu no sábado, aparentemente após cair ou ter sido atirada do sexto andar de um prédio em São Paulo.
Luiz Egypto, editor do Observatório da Imprensa:
- Ainda há muito o que apurar no caso da morte da menina Isabella Nardoni, de cinco anos, ocorrida na noite do último sábado, em São Paulo. A garota foi deixada dormindo sozinha no apartamento do pai, durante alguns minutos, enquanto este descia à garagem do prédio para ajudar a segunda mulher a trazer outros dois filhos do casal. Ao retornar, uma das redes de proteção das janelas do apartamento estava cortada e Isabella estatelada no jardim do prédio, seis andares abaixo.
O assunto foi destaque no Fantástico, na noite de domingo. Os jornais paulistas correram atrás do assunto na segunda e na terça, e certamente deverão acompanhar os próximos desdobramentos. Vale registrar o cuidado da imprensa na cobertura do caso. Folha de S.Paulo e Estadão, para ficar nos dois principais jornais da cidade onde ocorreu o fato, trataram com sobriedade a tragédia. Muito embora, como relatou a Folha, uma delegada de plantão no distrito em que está instalado o inquérito tenha se referido ao pai da garota, aos berros, como "assassino".
As lições do caso da Escola Base, quando a principal fonte foi um delegado, parecem não ter sido esquecidas. Menos mal para a imprensa.

CARROSSEL COLORADO ATROPELA GRÊMIO





CARROSSEL COLORADO ATROPELA GRÊMIO

Em uma atuação de Gala da equipe do Internacional o placar no Gre-Nal virou motivo de chacota ao final: 15 a 2



Equipes bastante modificadas pela Hepatite A que acometeu os jogadores das duas agremiações o clássico Gre-Nal do século foi realizado no estádio da AABB no último sábado e teve um placar inusitado. O Internacional comandado pelo guarda-metas Randape Lanza fez uma partida quase impecável e venceu fácil.
Pelo lado do Grêmio o time comandado por Francis Valdívia parecia uma caricatura de equipe. Sem ninguém de renome, com atletas nunca antes vistos em gramados de campo algum o Grêmio padeceu pela qualidade do Carrossel colorado desde os primeiros minutos.
Um exemplo claro da desorganização do tricolor foi o craque, xerife da zaga João Grando, que chegou ao estádio somente aos 5 minutos do segundo tempo. Já era tarde demais. Mas vamos ao jogo.
O Internacional iniciou arrasador. Robi Gole (agora atuando como zagueiro) comandou a defensiva colorada. Pela direita AbbaJur, com uma atuação parecida com Cicinho do Roma e pela esquerda Ronei, atleta inscrito para o jogo de ultima hora que também teve atuação destacada. Sidão Sabrosa e Lucas Matias faziam a meia cancha colorada, numa dupla mais parecida com Gatuso e Pirlo do Milan. E no ataque Paludinho, o homem que desencantou e marcou nada mais nada menos que 7 dos 15 gols colorados. O Inter jogou por musica (poderia ser o funk do Créeeeu?).
O jogo inteiro teve a panorama de colorado atacando e Grêmio defendendo. As poucas vezes em que o Grêmio chegava ao ataque sucumbia na falta de preparo físico. Pelo lado gremista, difícil destacar alguém. Talvez Julio Tiezerini pelo Gol e só. Nem Rafael “Ingo” Hoff teve atuação boa. Os gols foram surgindo naturalmente e o placar foi se tornando cada vez mais elástico. Ao final os 15 a 2 para o colorado ficou barato.
“Precisamos melhorar MUITO”, limitou–se a dizer João Grando. O lateral Abba era só alegria. O jogador que é pastor evangélico passou pela nossa reportagem gritando “glória a Deus, aleluia irmãos vencemos este duelo titânico. Louvemos ao senhor”. Dirigentes preferiram não se manifestar sobre o jogo.

INTER

1 – Randape Lanza – melhor atuação do arqueiro na história. Só foi furado (hummm) duas vezes, uma delas por Julio Tiezerini. Orientou o sistema defensivo e ponto final. Nota – 9,4
2 – AbbaJur – lateral direito de grande atuação. Seu ídolo Cicinho do Roma passou vergonha. Deu dois passes claros para gol e mostrou grande fôlego. Sispixe Moura que se cuide. Sua máquina digital as vezes tirava a atenção da partida. Nota – 9,1
3 – Robi Gole – achou sua posição. Um xerife que não deixa em nada a desejar, mesmo com os desfalques de Rica Messi, Kunytio Bahiano e Sispixe Moura. Seguro atrás e deficitário na frente. Nota – 8,8
6 – Ronei Pêra – não é nenhum Rooney, atacante da Inglaterra mas jogou muito bem. Utilizou o flanco esquerdo para abusar das jogadas de efeito. Sem marcação ficou fácil para deitar e rolar. Nota – 8,6
11 – Sidão Sabrosa – o agora careca abusou. Correu muito, mas pouco produziu. Seu visual parecido com Zidane confundiu os gremistas, que não sabiam do que ele era capaz. Mesmo com esses detalhes físicos jogou bem. Nota – 9,0
7 – Lucas Matias – um dos melhores jogos pela equipe colorada. Marcou, correu e se esforçou. Até driblou, coisa que nunca fez. Marcou 3 gols, mas perdeu uns 8. No final, valeu o esforço pela criação das jogadas. Nota – 9,1
9 – Paludinho – o grande astro da noite. Fez nada mais nada menos que 7 gols. Na maioria das vezes chegava pifado na cara do goleiro. Mostrou frieza para decidir. Nini Cocaína/Heroína que se cuide, um novo craque está para surgir. Nota – 9,7.
Vai para o Jornal mensageiro da Desgraça
hehehe
boa quarta-feira
Lucas Maraschim Matias

terça-feira, 1 de abril de 2008

Trabalho Metodologia da Pesquisa



Em primeira mão.. heheeh
Trabalho que vou entregar logo mais á noite para o Professor Érico Assis
Tá aí!



Tema TCC:

Quais as contribuições da Rádio Integração do Oeste para a construção da memória de São José do Cedro?

Professor acredito, como citei para o senhor na aula passada, que o trabalho deve exigir da minha pessoa muita pesquisa e contato direto com ouvintes. Os materiais que tive acesso, que “abriram minha mente” para as problemáticas e o caminho que devo seguir na construção deste TCC histórico foram colaborações do professor Rafael Hoff.
Eu poderia seguir pela metodologia de histórias de vida, com tema livre onde os ouvintes me contariam o que quisessem, que recordem ter ouvido na Rádio Integração. E o método indutivo, onde eu lançaria períodos históricos para perceber se os ouvintes acompanharam as transmissões citadas pela emissora. Porém ambos trabalhos, como sabemos exigem muita pesquisa bibliográfica.
Para responder a pergunta tema do TCC preciso responder as seguintes questões de pesquisa: como era a comunicação de massa antes da Radio Integração na cidade de São José do Cedro? Como foi percebida a introdução da emissora no contexto comunicacional da/na cidade? Quais fatos mais relevantes, segundo a memória de ouvintes “mais antigos”, na história da Rádio?
Como acompanhamento do processo de produção de metodologia da pesquisa estou lendo o livro “Rádio Celinauta – 50 anos – ondas que unem o Sudoeste do Paraná”, da escritora Cirene Vanzella Miotto. O livro foi emprestado pelo mestre Ricardo Pavan. É um trabalho que de certa forma segue um perfil que gostaria de trabalhar, porém o livro traz muitos detalhes históricos que considero desnecessários. É importante, pois é um registro de memória da Rádio Celinauta.
Como falei com o senhor fiz na semana que passou uma entrevista com um dos pioneiros da Rádio Integração. José Lario Zimmer trouxe-me fatos marcantes e interessantes dos períodos históricos da emissora. Estou tentando juntar uma grande quantidade de fotos, textos, notícias e informações da época para efeito de ilustração.
Acredito que o problema da pesquisa está feito, necessito agora de alguns (muitos) auxílios bibliográficos para ter mais embasamento e posicionamento perante minha pesquisa.
Lucas Maraschim Matias